Horta comunitária. Saiba como montar uma em seu condomínio.

Comer uma fruta do pé, sentir o cheiro das plantas crescendo. Tudo isso pode fazer parte de uma infância saudável. Mesmo que seu condomínio não disponha de muito espaço, é possível montar uma pequena horta para que as crianças tenham um espaço para se sujar de terra e ver a natureza funcionando.

Para minimizar os custos, a plantação pode ser feita em vasos. Se a opção for pelos canteiros, são necessários tijolos, uma impermeabilização com manta asfáltica no local e terra apropriada para o cultivo. Outra opção é utilizar uma parte da área do jardim para esse fim.

É importante que, caso seja necessário um gasto maior para fazer a obra, essa seja aceita em assembleia. Mas em geral, o custo de implementação de um local desse tipo não é grande. De qualquer forma, os advogados consultados para esta matéria aconselham que, independente de custos, o ideal é que a ideia seja aprovada em assembleia para evitar possíveis reclamações de pessoas contrárias à proposta.

Outro ponto-chave é saber quem irá cuidar da manutenção da horta. Será o jardineiro contratado do condomínio, os próprios condôminos ou uma empresa especializada? Os cuidados do dia-a-dia são simples: molhar, tirar plantas daninhas e, claro, colher.

Se a ideia é fazer algo mais simples, um morador que conheça o assunto pode ser o líder do projeto, dividindo tarefas. Também é possível fazer uma campanha interna, com cartazes de apoio ou pedindo ajuda das crianças do local. Elas vão adorar se sujar de terra e ver aquela mudinha se transformar em parte da salada.

Dicas gerais

  • O local escolhido para a horta deve receber muitas horas de sol por dia, o que inviabiliza o uso de áreas na sombra a maior parte do tempo. Se o piso não receber sol, mas as paredes sim, é possível altear os canteiros.
  • O ideal é que sejam plantadas ervas, temperos e chás. Hortaliças demandam mais atenção e cuidado.
  • Para evitar vandalismos, é bom que a horta seja filmada pelo CFTV. Dessa forma, a segurança do espaço está assegurada.
  • Em alguns condomínios, quando os temperos estão prontos para o consumo, o responsável pela horta colhe e envia às unidades o produto. Em outros, os condôminos são livres para se servir dos frutos da horta sempre que quiserem. Há também a possibilidade de um morador escolhido separar o que foi colhido, e distribuir às crianças do condomínio.
  • Vale lembrar que o local é de todos e que o bom senso na hora da colheita deve prevalecer.
  • A poda da horta também pede cuidados: deve ser feita um dedo rente ao solo, para que a planta cresça corretamente.

As plantas dividem em duas categorias: as que precisam de profundidade (com mais de 60 cm) e as que não precisam. Entre as mais espaçosas temos manjericão, alecrim, capim cidreira,pimentas,sálvia e louro. Se for plantar em vasos, essas o engenheiro agrônomo não indica que sejam plantadas no mesmo recipiente.

Já as espécies que não necessitam de locais tão profundos, como cebolinha, salsinha, tomilho, coentro, orégano, manjerona e hortelã permitem misturas em sua maioria, mas o ideal é que sejam plantadas aos pares. A exceção é a hortelã, que deve ficar sozinha no seu vaso. Também é melhor não plantar a salsinha e o coentro no mesmo recipiente, já que são bastante parecidos.

Para preparar o solo corretamente, a receita é: argila expandida, areia grossa e, então, uma camada de composto de terra com húmus ou esterco de vaca.
Também se deve levar em conta a necessidade real de água da planta, que, em geral, recebe muito mais rega do que precisa. Deve haver furos no fundo do vaso para que a água excessiva escorra por ali.

Espécies a serem cultivadas

alecrim manjericão manjerona
hortelã capim-limão capim-cidreira
erva-doce carqueja arruda
orégano salsa salsinha
cebolinha coentro tomilho
guaco
  • O melhor é que cada espécie tenha o seu local separado das demais. Assim, uma planta não cresce em cima da outra.