Imposto de Renda em condomínios. Declaração do síndico, do condomínio e dos condôminos. Tire suas dúvidas

O prazo para entrega do imposto de renda em 2015 é 30 de abril. Ou seja: ainda há quase um mês para enviar os seus dados para a Receita Federal.

E, antes de mandar sua declaração para o leão, é importante saber onde o condomínio e o imposto de renda se encontram, para evitar possíveis erros que o levem para desentendimentos com o órgão, como a malha fina. Isso, com certeza, atrasaria o recebimento da sua restituição, caso você tenha direito a uma.

Pensando nisso, elencamos abaixo algumas informações sobre o imposto de renda em condomínios. Mesmo que o condomínio não precise declarar o IR, síndicos e condôminos devem prestar atenção a temas como o IR do síndico – seja ele remunerado ou isento de pagamento da taxa condominial -, ou como os condôminos devem lançar itens como receitas geradas no local (como locação para antenas de telefonia e outros, aluguel de salão, etc.).

Não pense que a declaração do imposto de renda é um bicho de sete cabeças. Muito pelo contrário. Cada vez mais fácil de ser preenchida, a ideia é que o próprio cidadão consiga fazer sua declaração. O conselho do SíndicoNet é, além do preenchimento cuidadoso do formulário, apenas com informações corretas, que o envio da declaração não seja deixado para a última hora.

Veja abaixo algumas informações sobre o imposto de renda em condomínios:

Condomínio

Para a Receita Federal, condomínios são isentos do pagamento de imposto de renda, ou seja, não fazem qualquer declaração, o que cabe ao síndico e seus moradores.

Síndico

O síndico que tem isenção da taxa condominial deve incluir esse benefício em sua declaração, considerando-o “outras receitas”, já que a isenção seria proporcional a um pagamento pelos serviços prestados.

Vale lembrar que, se essa receita ultrapassar os R$6 mil anuais, deve ser declarada na DIRF. Se o síndico receber uma remuneração direta, como um salário, deve declarar da mesma maneira.

Condôminos

Veja abaixo o que diz a Receita Federal sobre ganhos obtidos através da locação de áreas comuns nos Condomínios, como aluguel do topo do prédio para antenas de telefonia, publicidade, entre outros.

Note também que receitas provenientes de locação de salão de festas, piscinas, churrasqueiras, etc. não são consideradas como rendimento de aluguel para efeito de tributação. Veja:

Como deve ser tributada a quantia recebida por locação de espaço físico em imóveis ou condomínios edilícios?
As quantias recebidas por pessoa física pela locação de espaço físico sujeitam-se ao recolhimento mensal obrigatório (carnê-leão) se recebidas de pessoa física ou de fonte no exterior, ou à retenção na fonte se pagas por pessoa jurídica, e ao ajuste na Declaração de Ajuste Anual.

Ressalte-se que, diante da inexistência de personalidade jurídica do condomínio edilício, as receitas de locação por este auferidas, na realidade, constituem-se em rendimentos dos próprios condôminos, devendo ser tributados por cada condômino, na proporção do quinhão que lhe for atribuído, na forma explicada no primeiro parágrafo.

Ainda que os condôminos não tenham recebido os pagamentos em espécie, são eles os beneficiários dessa quantia, observando-se isso, por exemplo, quando o valor recebido se incorpora ao fundo para o qual contribuem, ou quando diminui o montante do condomínio cobrado, ou, ainda, quando utilizado para qualquer outro fim.

No caso de condomínio edilício, o pagamento pela ocupação ou uso de partes comuns (salão de festas, piscinas, churrasqueiras etc.) pelos próprios condôminos não é considerado rendimento de aluguel. Ato Declaratório Interpretativo SRF nº 2, de 27 de março de 2007.”
fonte: www.receita.fazenda.gov.br