Começo do ano. Hora de preparar o orçamento do ano (a taxa de condomínio)

Como já ilustrado no início, o síndico deve elaborar o quanto pretende gastar no novo ano, seja com despesas ordinárias (salários, impostos, manutenção, etc.) ou com obras de melhoramentos (investimentos, obras de vulto, etc.). Não que se uma vez aprovado, não possa, no decorrer do ano, haver novas decisões.

Deve o síndico, com auxílio da empresa administradora (se dispuser dessa assessoria, óbvio), elaborar a planilha de despesas com base nos gastos do ano anterior, aplicando, se necessário ( e quase sempre é), o índice de correção inflacionária. É o caso dafolha de pagamento, omaior item de despesa na grande maioria dos condomínios. Sempre com correções acima da inflação, essa despesa costuma ser a principal “vilã”. Dependendo da data-base de cada cidade/estado,o  reajuste deve ser considerado desde o primeiro mês (janeiro), já que, com o reajuste do salário mínimo nacional, geralmente há influência no novo piso da categoria.

Os outros principais itens que também devem considerar a inflação, estão as tarifas públicas, como por exemplo, a água, a luz e o transporte público.  A água, por ser também na grande maioria dos condomínios, o segundo item de maior custo assim como a energia, dois produtos que subirão acima da inflação, pelos motivos que todos nós já estamos observando como a escassez de chuva, que influencia diretamente nos dois. Já o transporte público afeta também o orçamento, devido ao custeio por conta do condomínio, do trajeto casa-trabalho e trabalho-casa dos empregados, o vale-transporte.

Os outros itens que têm seus reajustes com base na inflação são os contratos de manutenção de equipamentos (elevadores, portões, interfones, geradores, etc.) e o contrato com a administradora. Todos estes podem, e devem, ter seus reajustes renegociados.

Feitos os devidos reajustes, é hora de listar todas as despesas e, uma vez feita a totalização, deve se aplicar a cota-parte de cada unidade (a fração ideal, quando for o caso) e chegar ao novo valor da taxa. Não deixe de incluir também, o percentual definido em convenção para formação do fundo de reservas.

Pronto, é aguardar a realização da assembleia, cuja data está prevista na convenção de cada condomínio, para expor, explicar, discutir e aprovar o novo valor da taxa de condomínio.

Dica: Uma vez a assembleia não aprovando o reajuste previsto, faça registrar em ata que, apesar da necessidade de se aumentar o valor cobrado mensalmente, os condôminos não concordaram (e a decisão da maioria deve prevalecer, mesmo que equivocada), e procure discutir com eles, qual ou quais despesas serão cortadas, preocupando-se em manter aquelas vitais à segurança do condomínio como um todo.